Fast fashion, microplásticos e princípio da precaução
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Fast fashion, microplásticos e princípio da precaução
A fast fashion depende fortemente de fibras sintéticas como poliéster, nylon e acrílico. Estes materiais são resistentes e económicos, mas também contribuem para uma forma menos visível de poluição: microplásticos e microfibras sintéticas libertados durante o uso, lavagem e eliminação.
O vestuário sintético é uma fonte documentada de microplásticos
A investigação confirma que a lavagem doméstica pode libertar microfibras plásticas de têxteis sintéticos. A quantidade varia com a construção do tecido, o peso, a espessura e as condições de lavagem.
A exposição humana existe, mas as consequências não estão totalmente definidas
Microplásticos foram detetados em diferentes tecidos e amostras humanas. A sua presença não prova por si só que causem uma doença específica, mas confirma que a exposição ocorre.
O que sabemos sobre o cancro?
O quadro científico continua em evolução. Não foi demonstrado que usar roupa sintética cause diretamente cancro. Também não foi demonstrado que a exposição crónica a microplásticos provenientes de materiais sintéticos seja totalmente inofensiva do ponto de vista carcinogénico.
Microplásticos foram detetados em diferentes tecidos tumorais humanos. Estudos experimentais e revisões discutem mecanismos como stress oxidativo, inflamação crónica e efeitos genotóxicos. Estes mecanismos são biologicamente relevantes, mas não provam que o vestuário sintético ou os microplásticos causem diretamente cancro em humanos.
O princípio da precaução
O princípio da precaução é relevante quando existem sinais plausíveis de dano grave, mas permanece incerteza sobre a forma ou magnitude do risco. A incerteza não é prova de segurança, nem prova de dano.
Porque a fast fashion pode amplificar o problema
A fast fashion aumenta volumes de produção, encurta ciclos de utilização e multiplica a quantidade de material sintético comprado, lavado e descartado.
Reduzir consumos desnecessários, escolher peças duráveis e limitar a dependência de fibras sintéticas são medidas de precaução razoáveis.
A posição da ERVERTE
Na ERVERTE Paris privilegiamos fibras naturais e peças concebidas para serem usadas durante mais tempo. Não afirmamos que a ciência já tenha demonstrado todas as consequências de longo prazo da exposição a microplásticos; defendemos que as alegações devem permanecer proporcionais às evidências.
Continue a explorar: leia sobre fontes comuns de microplásticos, ou analise o poliéster mais de perto.